Deus pôs a eternidade no coração do ser humano
Hoje, como tem sido nos últimos dias, foi muito corrido. Farei provas finais do trimestre no próximo dia 18 e, por isso, tenho muitos textos para ler e vídeos para assistir. Como se não bastassem os livros de texto das disciplinas, há vários artigos e vídeos que são indicados pelos professores. Mesmo assim, mais cedo, fiz uma ligeira pausa e fui ler, na revista virtual Variações, a crônica “Josse Zen Fares”, de autoria do Professor Doutor Gutemberg Armando Diniz Guerra, meu amigo lá de Santa Maria de Belém do Grão-Pará. Li e comentei, lá no site da revista, mas, instigado e comovido pelo belo texto do meu amigo sobre a amiga dele que faleceu, resolvi escrever esta breve reflexão.
Eu creio na vida após a morte. Você também crê? Pergunto porque sei que muitos, embora sejam a minoria, não creem. E eu os respeito. Cada pessoa é livre para crer ou não crer, não só na vida pós-morte, mas também em muitas outras coisas, fenômenos e que tais. Digo minoria porque isso é intuitivo e, além disso, a mim me parece muito lógico. Não consultei o censo ou, como queiram, as estatísticas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, pois não me interessa aqui o rigor matemático. Só quero mesmo falar e refletir um pouco a respeito dessa crença que é nossa, da maioria.
A morte – que, em síntese, é a cessação da vida – é um mistério. É elementar dizer isso, evidentemente, mas, por mais que isso seja elementar, como de fato é, pensar seriamente sobre o existir e o deixar de existir sobre a Terra nos inquieta e desafia sobremaneira. Muitos talvez, crendo ou não crendo em vida pós-morte, nem queiram pensar nisso. E não pensam. Procuram se ocupar com outros assuntos. Além disso, entre nós, os que cremos, há muitas divergências. Os que não creem acreditam que tudo acaba aqui mesmo e, assim, não há esperança. Que triste! Os que creem divergem sobre o que acontece imediatamente após a morte. Eu, contudo, não quero falar disso, não é o objetivo.
Penso que o importante é crer na vida futura com Cristo. Isso, sim, dá esperança, certeza, convicção. O apóstolo Paulo, que tinha essa convicção sobre a vida em Cristo após a morte, ao escrever a primeira de suas cartas aos cristãos de Corinto, disse com toda a firmeza e clareza: “Se a nossa esperança em Cristo se limita apenas a esta vida, somos as pessoas mais infelizes deste mundo” (1Co 15.19). E concluiu, no versículo seguinte: “Mas, de fato, Cristo ressuscitou dentre os mortos, sendo ele as primícias dos que dormem” (1Co 15.20). Deus pôs a eternidade no coração do ser humano. Sim, quem o diz é o divinamente inspirado escritor de Eclesiastes (Ec 3.11).
Concluo minha reflexão. O salmista indaga: “SENHOR, que é o homem para que dele tomes conhecimento? E o filho do homem, para que o estimes?” (Sl 144.3), pergunta que, aliás, já fizera no Salmo 8.4 (“que é o homem, para que dele te lembres? E o filho do homem, para que o visites?”). E o próprio salmista responde: "Fizeste-o, no entanto, por um pouco, menor do que Deus e de glória e de honra o coroaste" (Sl 8.5). Como disse, penso que a própria razão nos leva a crer na vida depois da morte, pois me parece irrazoável e muito inglório tudo acabar por aqui mesmo. Eu penso. O ser humano é grande demais para ficar limitado ao espaço exíguo entre o berço, no nascimento, e a sepultura, na morte. Atentem para isso, leitora e leitor.
Enviado por Valdinar Monteiro de Souza em 12/03/2026
Alterado em 15/03/2026