Ser NOLT é outro papo
Pode ser que nem pegue, pode ser que pegue, mas logo passe, seja esquecida. Talvez não pegue mesmo. Nunca se sabe, mas eu gostei da ideia de que deve pegar. Refiro-me à sigla NOLT, de New Older Living Trend, que, em tradução do inglês para o português, dentre outras traduções, pode ser: “Nova Tendência de Viver a Maturidade.” Como eu disse, é lógico, há outras possibilidades de tradução. Achei o máximo, esplêndido! Eu não sabia dessa sigla, só fiquei sabendo hoje, mas amei saber.
Não é que não tenhamos autocrítica ou vivamos fora da realidade, é exatamente o contrário. Não é que nós, os sessentões e sessentonas ou sessenta mais do século XXI, vivamos numa bolha, é que sabemos o que somos, quem somos e a que viemos neste mundão de meu Deus. Claro, há exceções, mas, por mais que seja trivial dizer isto, exceções são exceções: não se contam. Nós, evidentemente, sabemos das nossas limitações, que, aliás, são muitas e quase sempre são impostas por terceiros, notadamente pelo Estado, mas não nos deixamos intimidar.
Ser NOLT ou pertencer à geração NOLT é um estilo de vida, o estilo adotado pelas pessoas sessentonas ou sessenta mais, as quais, em síntese, não se sentem velhas, porque têm mentalidade de jovem e sabem que a vida não se resume à idade, ao número de anos de alguém, é muito mais do que isso. A sigla pode até não pegar, mas o estilo já pegou. Não somente nos Estados Unidos da América, de onde ela vem, segundo aprendi, mas no Brasil e no mundo. É cosmopolita. Ser NOLT é outro papo! Lembra-me o personagem da tevê: “Jovem é outro papo, mãe! Jovem não come mel, masca abelha.”
Se a sigla pegar, podemos passar a usá-la como substantivo comum, “nolt”, tal qual aconteceu com a sigla AIDS, de Acquired Immunodeficiency Syndrome, que, há muito tempo, virou substantivo comum, “aids”, conquanto muitos ainda não saibam disso. Tudo isso vale também para a sigla Covid-19, tirada da expressão “corona virus disease” e do ano 2019. “Covid-19” passou a ser o nome da enfermidade, substantivo comum. O correto, portanto, é escrever “covid-19” ou apenas “covid”, com inicial minúscula. Nome de doença não é substantivo próprio.
Em tempos de idadismo ou – como se queira – ageísmo ou etarismo, é confortante, alvissareiro, encorajador saber do reconhecimento mundial da onda NOLT. Eu, embora me considere um NOLT, nem sabia da sigla. Fiquei sabendo hoje, por meio de um vídeo compartilhado pela Dr.ª Lívia Ribeiro, colega advogada, no grupo de WhatsApp DIREITO UFPA 1997 MARABÁ. WhatsApp também é cultura. Uau! Eu sou NOLT, você é NOLT, nós somos NOLTs. Viva! Wow! I am NOLT, You are NOLT, We are NOLTs. Hooray!
Enviado por Valdinar Monteiro de Souza em 05/02/2026
Alterado em 05/02/2026