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Cadê as musiquinhas natalinas, gente?

 

Estamos em dezembro, já é dia 17, Natal está chegando. Dia 25 está bem aí, mas dezembro está atípico. Pelo menos para mim, o período natalino deste ano está bem atípico: não ouço, não tenho ouvido as musiquinhas natalinas que nos acostumamos a ouvir, todos os anos, neste período e que nos deixam embevecidos. Não as ouço. Não estão sendo tocadas nos estabelecimentos comerciais e prestadores de serviços, como é de costume tocar. Pelo menos, por onde tenho andado.  Puxa vida! O que aconteceu? Alguma questiúncula de direitos autorais da qual não ouvi falar? Claro que não!

 

Sei lá! Será que somente eu estou sentindo a falta das melodias que tão linda e harmoniosamente nos enlevam, nos extasiam neste período? Não acredito! Quero crer que não. Certamente, muitas outras pessoas estão sentindo a falta das musiquinhas do Natal (Bate o Sino Pequenino, Então é Natal, Noite Feliz e O Velhinho, dentre tantas outras lindíssimas). A letra e a melodia dessas canções são muito lindas. Sublimes, seus acordes harmonizam todos os ambientes. Embevecem e comovem quem os ouve. Por que não estão tocando? Eu, pelo menos, não tenho ouvido. E não estou surdo, esclareço.

 

Em Marabá, não está tocando. Ou está, mas eu não vi nem ouvi? Pelo menos, por onde passei nestes dias, parece que não. Fui, por exemplo, à Praça São Francisco, no bairro Cidade Nova, assistir ao Natal Encantado, mas não gostei. Por quê? Porque, fora a iluminação típica, sempre muito linda, o presépio e os animados transeuntes, não vi coisa alguma de encantador. Não havia música natalina. Puxa vida! Por quê? Quero crer que meu gosto musical, por mais idiossincrático que seja, não é tão diferente assim do gosto das centenas de milhares de pessoas de Marabá.

 

Vamos lá, comerciantes! Cadê as musiquinhas de dezembro? Natal também é cultura. Discussões teológicas à parte, Natal tem que ter jingle bells, iluminação colorida, presentes e muita esperança no coração. E – é claro – também tem que ter, principalmente, a pregação da mensagem específica, mensagem da boa-nova de salvação dos homens. Diz a Bíblia: “Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu, e o principado está sobre os seus ombros, e se chamará o seu nome: Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz” (Isaías 9.6).

 

É isso, leitor. Quero crer que você tem os mesmos sentimentos, a mesma sensação que eu. Se não os tem (eu creio que tem, sim), tudo bem, aproveite a crônica pelo texto. Evidentemente, sempre vale a pena uma leitura. Cronicar é cronicar. Sou adepto da lição de Leandro Konder, no livro As artes da palavra: elementos para uma poética marxista: “Cada cronista imprime seu estilo próprio, sua maneira particular de ver fatos curiosos, de se divertir e divertir os leitores.” Ficam, pois, o registro e a dica (das musiquinhas, claro). Cadê as musiquinhas do Natal, gente?

Valdinar Monteiro de Souza
Enviado por Valdinar Monteiro de Souza em 17/12/2025
Alterado em 17/12/2025


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