Recanto Literário

Qual o proveito das flores postas somente sobre o caixão? Têm mais valor as que são dadas em vida.

Textos


Minha singela retribuição ao grande mestre José Davi Passos

 

Voltar ao auditório da Universidade Federal do Sul e Sudeste Pará é sempre emocionante e gratificante para mim, porque me faz voltar, com saudade, aos tempos em que o frequentei, de 1996 a 2002, como aluno do curso de Direito do Campus de Marabá da Universidade Federal do Pará. Ontem, dia 25, à noite, eu tive a alegria e felicidade de fazer isso, estive lá mais uma vez. E o fiz, acompanhado pelo meu filho caçula, Samuel dos Santos Monteiro, para participar do lançamento de mais um livro muito importante de um dos meus grandes metres.

 

Para que o leitor entenda, aqui, a hoje Universidade Federal do Sul e Sudeste Pará era Universidade Federal do Pará. Marabá, quando cursei Direito, era um dos campi da Universidade Federal do Pará no interior do estado. E José Davi Passos, o autor do livro ontem lançado, era um dos mais brilhantes professores do quadro, o que, felizmente, continua sendo. Era professor das várias disciplinas de Filosofia, nos cursos de Direito e Pedagogia, e de Latim, no curso de Letras. Também ministrou um cursinho de extensão de Grego, quando tive meu primeiro e inesquecível contato com essa língua, uma das que amo de paixão.

 

Davi é um professor nota 10, com elogios. E, exatamente por isso, eu estava lá ontem, prestigiando-o e, mais do que isso, recebendo mais uma das suas brilhantes lições. Tenho conhecimento de causa e lugar de fala, pois tive a honra de ser aluno dele, em duas oportunidades bem distintas. Ele foi meu professor de Filosofia, no curso técnico de Contabilidade, e de Filosofia do Direito, no curso de Direito. Assim, filósofo e bom amigo, fez que eu me apaixonasse pela Filosofia e pela Língua Grega. Sim, ele é daqueles professores que fazem o aluno se apaixonar pela disciplina que ministram.

 

Pois bem, ao vê-lo falando no lançamento do livro, lembrei-me da lição de Nietzsche, no livro Assim Falou Zaratustra: “Retribui-se mal um mestre, quando se permanece sempre e somente aluno.” E pensei, como sempre penso, que não devo retribuir mal aos meus professores. Aliás, foi com José Davi Passos que aprendi que pensar é uma atitude científico-filosófica e, por isso, jamais pode se confundir com achar. Pensar é refletir, lucubrar, não é achar. Aprendi e guardei na mente, para a vida.

 

Não é todo dia que coisas boas como a de ontem acontecem. Devemos, pois, celebrar. E registrar. Ontem, José Davi Passos lançou Filosofia da Educação Cristã Antiga e Medieval: uma história das ideias pedagógicas na Patrística e na Escolástica (Jundiaí – SP: Paco Editorial, 2025). E na dedicatória com que me honrou no exemplar da obra que adquiri, escreveu assim: “Caro Dr. Valdinar: Você é um exemplo de quem alcança o amor à sabedoria e continua fiel aos princípios cristãos. Grande abraço do amigo Davi. Marabá, 25-11-2025.”  Puxa vida, muito obrigado, meu mestre! Ganhei o dia (e a noite também)!  

Valdinar Monteiro de Souza
Enviado por Valdinar Monteiro de Souza em 26/11/2025
Alterado em 14/08/2026


Comentários

Site do Escritor criado por Recanto das Letras